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segunda-feira, 12 de maio de 2014

De Mel à Maria, a nossa homenagem!


Olhando a céu aberto em mais um dia que se inicia, um sol dourado irradiando raios de vida, confesso que fico emocionada... e neste belíssimo cenário, lembrei-me da proximidade do Dia Das Mães e que precisava escrever algo que remetesse aos leitores reflexão sobre a atriz principal da data, a protagonista da vida.


Tenho um prazer enorme em observar o mundo, as paisagens, as pessoas, os animais e os acontecimentos que tenho possibilidade de conhecer.
Dias atrás observando mais uma vez o nosso cotidiano, constatei uma cena que merece ser relatada acerca do instinto maternal.
Mel, uma belíssima cachorrinha branca, com seu filhote, no jardim em frente de nossa residência, tomando sol e guardando a casa, teve seu momento interrompido com a chegada de um dos carros da família, abrindo o portão com acionamento automático. Esperávamos que com o barulho do portão e do automóvel, ela saísse correndo, mas teve reação contrária.
Ela, um animal doce, brincalhona e simpática (demonstra sempre estar de bem com a vida e feliz), se ergue rapidamente com o pequeno peito estufado, como que se enfrentasse o carro que estava para entrar pelo caminho, onde estavam mãe e filho sentados.
Em pé, olhando sempre para o carro numa postura corajosa, apanha seu filhote pela pele do pescoço e tira seu cachorrinho do suposto perigo, levando-o para o quintal interno da casa. Vemos nesta atitude seu instinto maternal, defendendo e protegendo seu filhote. Em nenhum momento vimos vontade dela em fugir do perigo sozinha.
Prosseguimos daí nossa reflexão voltada para as mulheres, que desde sua tenra idade, desde criança, menininha ainda, já demonstram o afloramento do instinto maternal em suas brincadeiras. Cresce um pouco e na adolescência e juventude, vemos em seus comportamentos, na maioria das jovens, atitudes que demonstram carinho especial para com crianças. É nesta fase que inicia o sonho de terem em seus braços um pequenino ser, um querido filhinho.


Torna-se mulher e fica mais acentuado o desejo de ter a possibilidade de gerar um filho dentro do seu ser. Vemos como foco reservado somente para as fêmeas, sejam elas animais ou humanas, a procriação, a criação torna-se real e passam a serem mães.
Mãe admira, mãe tem afeto, mãe dá carinho, oferece amor sem nenhum pedido de troca ou retribuição. E quando o filho não retribui o que lhe ofereceu, ela chega até esconder tal situação para que os outros não tenham conhecimento e nem façam críticas. Ela oferece e dá tudo o que tem de melhor para seus descendentes. É um ser diferente e tem este amor que também é muito intenso.
Seguindo adiante, lembro da história da Matriarca Universal, a nossa Mãe, Maria de Nazaré, a mulher Divina que fora presenteada em ser mãe do Mestre Jesus.
Maria de Nazaré é a referência de mãe, de mulher grande e forte.
Para nós, o natural da vida é que pais devessem morrer antes dos filhos, entendemos que a condição natural é de que os mais velhos é que deveriam partir antes.
Porém, no caso de nossa Mãe Maria, ocorreu também de forma contrária. Ela acompanhou e vivenciou os flagelos dos sofrimentos de seu amado filho Jesus.
Ela permaneceu ao lado do Filho, desde a condenação injusta e equivocada, desde o início do sofrimento do seu primogênito, até seu último suspiro. Acompanhou-O durante todo o suplício, ficou aos seus pés orando para que seu sofrimento fosse diminuído com sua presença e com suas palavras de amor, de conforto e de consolação.
Nossa Mãezinha querida além de falar e tentar confortar seu Filho com sua presença, consolou a mãe de Dimas, um dos ladrões que fora crucificado ao lado de Jesus. Ela encontrou tempo e espaço naquele momento de dor, para oferecer carinho para a outra mãe, que também sofria.
Maria sabia que seu Filho era diferente dos demais, mas entristeceu em demasia pelo sofrimento e separação de seu amado Filho, tal qual outras mães que experimentaram situação semelhante.
Em O Livro dos Espíritos, na resposta da questão 385, encontramos: “...se considera o amor que uma mãe consagra a seus filhos, como o maior amor que um ser possa votar a outro”.
Enfim, mãe é uma mulher que tem uma forma diferente de amar e de conduzir seus filhos. É um amor diferente dos demais amores que sentimentos. Amor de mãe é diferente de amor de mulher para com seu marido, de amor de irmã, de amor de filha, de prima, de tia, de avó e de amiga. É um sentimento que dói e cala a alma das mães quando seus filhos sofrem.
Tenho certeza que a grande maioria das mães, se pudessem, trocariam de lugar com seus filhos, na hora do sofrimento dos mesmos.
E sentem-se reconhecidas quando agradam ou elogiam seus filhos. Quando falam bem de seus filhos, adoçam o coração dessas mães.
E para finalizar, reconhecemos a grande importância maternal na vida das mulheres e vemos a evolução dos seres, na condição de fêmeas, desde a vida animal, relatada em nossa história pela doce Mel, a compreensão do crescimento do espírito na condição de mulher e até alcançar o Ser Superior da Matriarca Universal, nossa Mãe Maria. Assim como aprendemos em O Livro dos Espíritos, na questão 540: “É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo”. Morrendo e nascendo muitas vezes é que avançamos nessa evolução.

Às todas as Mães, nosso carinho e reconhecimento!

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