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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A VIDA vitoriosa!


No último dia 16/01/15, no Correio da Manhã, foi noticiado um caso de doente vegetativo por 12 anos, por causa de uma Meningite em que Martin Pistorious que foi acometido com 12m anos de idade. Atualmente está com 39 anos de idade, está casado e editou um livro que narra toda sua experiência de vida e morte, intitulado por “Ghost boy” – em português “Menino fantasma”.

Ele relata que estava lá, após cerca de dois anos neste estado vegetativo, começou a acordar, estando ciente de tudo que acontecia. Percebeu que ninguém constatou a presença dele novamente naquele corpo.

Inclusive que assistiu a mãe desesperada, desejar a sua morte. Frustrado por sentir-se preso no corpo, sua única alternativa era buscar a controlar alguma coisa em sua vida, então através do pôr do sol, contava o tempo. Na foto abaixo, Martin em restabelecimento.



Segundo dicionário médico, o enfermo por Estado Vegetativo se define como: a pessoa está viva, mas sem consciência ou discernimento de si mesma e do ambiente que a cerca. O caso documentado de mais longa permanência em estado Vegetativo Persistente – EVP foi o de uma mulher E.E. Que ficou neste estado por 37 anos.

Dr. Dráuzio Varella diz que este estado é a condição humana mais frustrante, porque a pessoa está viva, abre os olhos, dorme, acorda, executa funções fisiológicas, mas pode ficar durante anos alheia e incapaz de esboçar a menor reação. Com a dificuldade de documentar quaisquer resquícios de atividades mentais, criou-se a imagem de mortos-vivos.

Temos conhecimentos através de jornais a ocorrência de eventuais interrupções do tratamento de suporte para esse tipo de doente em Lisboa – Portugal, o que trouxe implicações morais e éticas.

Aqui no Brasil temos conhecimento prático de abandono de familiares em vários casos, quando estes doentes estavam hospitalizados. Precisando acionar a justiça da Vara da Família para que a família volte a prestar assistência ao doente, por ocasião do término do período de internação previsto no plano de saúde.

Buscamos também conhecimento no Livro “Plantão de Respostas” – Francisco Cândido Xavier – Pinga Fogo, onde Emmanuel nos esclarece alguns tópicos inerentes a esta questão de doença:
Emmanuel considera que o Estado Vegetativo é um quadro igual ao Coma, onde o Espírito permanece como aprisionado ao corpo físico em alguns casos. Em outros o Espírito tem certa liberdade apesar de manterem ligação com o corpo. Em qualquer um dos casos como a pessoa pode estar presenciando os acontecimentos ao seu redor, devemos ter a responsabilidade de manter um ambiente confortável, dando importância às preces, do equilíbrio da palavra amiga e fraterna, da transmissão da paz, conversações edificantes para que favoreça melhores condições ao trabalho do bem, tanto para o enfermo, como para os familiares e médicos.

Que a Eutanásia, que é o desligamento dos aparelhos que mantém a pessoa em vida. Ele, Emmanuel também contribui muitíssimo: “Desconhecendo a imortalidade do espirito, profissionais e responsáveis pelo doente, consentem com a Eutanásia. Que devemos lembrar que a Ciência Médica avança todos os dias, que males antes incuráveis, hoje recebem tratamento adequado e que doenças graves são curadas a cada dia”.

Ele nos diz da necessidade de confiar na Providência Divina e que a morte deve ocorrer naturalmente.

Analisando a matéria publicada e as contribuições que a Doutrina Espírita nos coloca, devemos entender e orientar as pessoas quando acometidas por tais enfermidades ou outras doenças graves, de que muitos precisam passar por aquela experiência e que a Medicina está a favor do doente para aliviar suas dores e incômodos, porém que não está em nossas decisões o de desejar a morte de outrem e muito menos de provocar ou induzir aquele indivíduo para tal estado.

Deus, na Sua Infinita Bondade nunca deixaria seus filhos padecerem sem que pudessem tirar conhecimento para seu crescimento pessoal. É nisto que creio!

Desejo-lhes queridos leitores, que tenham saúde em abundância, mas se por acaso tenham alguma passagem deste gênero em sua vida, busque passar com dignidade, sem agredir aos outros, sem fazer de companheira constante a reclamação. Confie que após a dor vem o alívio.

Abraços afetuosos.
Jô Andrade.




Um comentário:

  1. Para valorizarmos a vida é fundamental prestarmos atenção aos acontecimentos aparentemente inexplicáveis, pois ai está toda a explicação.

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